Moinho de vento de Castro Marim

Nome: Moinho de vento de Castro Marim
Categoria:
Meio Rural / Moinhos de Vento
1 - Edifícios e Estruturas Construídas / Moinhos
Morada: Castro Marim - Castro Marim - Algarve
Contactos:
Descricao: Os moinhos de vento


Espalhados um pouco por todo o Baixo Guadiana, embora com maior predominância na serra, os moinhos de vento, bem como os seus parentes moinhos de água, desempenharam, em tempos, um papel importante na sobrevivência das gentes desta região. Actualmente, todos os moinhos de vento do Baixo Guadiana se encontram inactivos e muitos em completo estado de ruína, quase todos rodeados por um denso esteval.

Sempre no cimo dos montes, em lugares bem expostos aos ventos, o moleiro construía o seu moinho de vento com uma parede circular em alvenaria e um tecto em forma de cone, para não perturbar o funcionamento circular das velas. Para o lado onde predominasse o vento, colocava um forte eixo de madeira, onde as velas, de forma triangular, rodavam conjuntamente, constituindo um todo harmonioso, que se destacava na paisagem. O eixo, ao girar, estava ligado a um engenho que engrenava noutra roda e obrigava as mós de pedra a moer o trigo e a transformá-lo em farinha. O pagamento ao moleiro era geralmente efectuado com sacos de trigo ou de farinha.

Era grande a preocupação deste profissional. Se fazia muito vento, tinha de enrolar ou diminuir o número de velas, se o não havia, o moinho não funcionava. Sempre que se preparava para moer, ou não o podia fazer, o moleiro comunicava-o aos seus clientes através da disposição ou do enrolar das velas, para não haver enganos e tempo perdido. Como aviso do constante soprar do vento, ouvia os silvos dos búzios que possuía na armação rodada para as velas. A caiação, orgulho e vaidade das gentes desta terra, arte de limpeza e de boa conservação, era utilizada pelo moleiro para mais do que isto. O moleiro lutava contra o seu isolamento e, através da caiação, pretendia que o seu moinho fosse o que de mais longe se avistasse, mantendo assim um chamariz disfarçado, que não era mais do que uma implícita publicidade nas lutas de concorrência. Dizia o moleiro: “É preciso dar no olho de longe”.
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